terça-feira, 2 de novembro de 2010

A lenda do anjo amante


Heron era um homem cujos preceitos e ações eram muito admirados por Deus. Seus valores eram completamente cristãos e verdadeiros. Era um dos homens mais justos da terra. Porém, como sabemos o destino não escolhe, só acontece, e bem jovem Heron morreu salvando sua esposa de um incêndio em sua casa.
Por enquanto que na terra, naquela pequena cidade da Noruega todos choravam pela perda física daquele herói, no céu Deus esperava ansioso por sua chegada.
Quando sua alma lá chegara, Deus resolvera recebê-lo pessoalmente, Ele já havia preparado um novo destino para Heron. Heron com a metade das lembranças apagadas sentia-se perturbado, mas um pouco a vontade, pois acreditara que já estivera lá antes. Deus com muita ousadia pergunta a Heron o que ele pensava fazer nessa nova etapa. Sem respostas, Heron fica calado. Aí nesse momento Deus o convida para participar da eternidade com Ele. Heron cheio de medo diz um sim. Ele não queria ser eterno, mas não ia ousar decepcionar a Deus. Deus percebe sua insatisfação e apresenta a ele a proposta de ser um anjo. Heron aceita novamente agora mais convicto, porém, ainda um pouco insatisfeito.
Assim como Heron temia, a eternidade não era toda essa glória que os humanos falavam e desejavam. Podia até ser, contudo não era isso que Heron almejava. Se ele pudesse escolher ser humano novamente, mesmo que fosse em menos tempo do que vivera, ele aceitava.
Passou séculos e Heron cada vez mais sentia-se insatisfeito. Ajudou centenas de pessoas, curando-as e mostrando caminhos. Seu coração de anjo sentia desprezo pela sua divindade. Por isso morria de inveja dos humanos de quem ele ajudava.
Queria sentir novamente todos os sentimentos que antes sentia quando era homem. Os prazeres e as dores. Como anjo só sentia o comodismo eterno. O poder para ele não era nada. Preferia lutar para viver. Faria de tudo para vivenciar o amor novamente, mas ele não tinha escolha.
Um dia ele foi convidado por Deus a ajudar uma moça que passava por dificuldades. Heriel (como Deus o chamava) não queria aceitar essa oferta, pois era um caso que tinha sido desprezado por outros anjos. Mas quando o anjo a viu pela primeira vez ficou estupefato: ela era muito linda e meiga. Logo sentiu que estava se apaixonado e começou a se questionar o porquê disso acontecer, pois anjos não se apaixonavam. Um sentimento estava se criando onde antes era estéril. A esperança em sua mente nasceu: estava decidido a amar novamente, quem sabe ser humano como outrem.
Tentava encontrar formulas para alcançar seus objetivos. E nos inervá-los contemplava a beleza deslumbrante de sua amada.
Heron usava de seu poder de anjo para cuidá-la e torná-la feliz. Porém ao invés de feliz Felícia sentia-se bastante confusa. Ele a visitava em seus sonhos. Como um herói, um rei ou um príncipe que a amava, cada vez, em ambos os lados, aumentava a esperança de um novo amor. Felícia sofrera muito com o último amor que tivera. Tinha muito medo de errar novamente.
Diversas vezes, Heron infligia às leis angelicais. Ele não podia usar de seu poder para expressar sentimentos, não podia agir se não às ordens que Deus traçava. Deus não desconfiava, pois tinha ele como exemplo para todos os outros anjos: o mais cério e dedicado. Mas Heron não dava mais valor às ordens de Deus, achava-as bobas e injustas. Era bem visível que o intruso sentimento o consumia.
O poder sagrado já não era o bastante: ele queria mais. Consultou alguns anjos de quem ele confiava. Nenhum deu a resposta que ele queria. Ele só podia encontrar as respostas para suas perguntas lendo o livro de Deus. Esse livro só Deus tinha acesso. Nenhum anjo antes havia lido ou visto. Ele era chamado de “O Primeiro Testamento”, uma parte da bíblia nunca vista. Lá continha tudo que tornava Deus poderoso e obscuro, e a única forma para um anjo regredir a fase primeira, ou seja, voltar a ser homem.
Numa pequena distração de Deus, Heron rouba O Livro. Na maior rapidez que pudera fazer, leu os veículos que apontava a formula que queria: ele deveria perder “a graça”.
A única forma seria morrendo novamente. Mas não era tão simples assim, como morrer para os homens. Ele deveria encontrar na terra o ceifeiro dos anjos e entregar sua vida. Todavia o tempo já era pouco: como ele era eterno, não percebera que o tempo passava e engolia as esperanças de sua amada.
Heriel, ou melhor, Heron depois de longa busca conseguiu encontrar o poderoso servo da morte. E pediu que levasse a graça que o tornava anjo. O ceifeiro pediu varias ofertas valiosas e o pobre anjo apaixonado o concedeu. Por último pediu o livro de Deus, ou seja, O Primeiro Testamento.
E agora? Aquele livro não podia ser lido por ninguém, principalmente os versículos que falavam da essência de Deus. Heriel sabia que justamente eram esses versículos que o ceifeiro queria conhecer.
Por instantes Heron havia desistido, porém seu amor humano era mais forte. E numa noite bem escura foi feita o ritual de morte.
Heron não havia se preocupado com o futuro da humanidade? A vontade de ser homem era mais forte que a razão? Estava bem claro que depois desse dia o mundo estava nas mãos de um desconhecido.
Heron já era humano, e aquele ceifeiro o ser mais poderoso do mundo.
Heron se preocupava sim com a humanidade e sabia que esse livro nas mãos do mal poria não só a humanidade em risco, mas também o seu amor com Felícia, por isso não dera o livro verdadeiro, rancara a capa que tornara o livro iluminado e perfeito e o deu com folhas falsas. Aí foi o fim das idéias maquiavélicas daquele ser obscuro. Como não pudera fazer nada, o ceifeiro deixou que Heriel agora Heron novamente, vivesse em paz. Mas na verdade a vida de dele estava longe de ter paz.
Estava bela e inesquecível a experiência de amor com Felícia. Porém Heron sabia que Deus o castigaria. E como castigo o ex-anjo teria pouco tempo na terra, por isso dedicara todo seu pouco tempo e dedicação a seu amor.
Foram somente 10 dias que Deus concedeu a Heron, mas, foram os melhores dias dentro de toda eternidade que ele havia vivido.
Noticias sobre ele não tenho. Acredito que Deus não o extinguiu do tempo ou da eternidade. Acho que Ele não tem poder sobre o amor. Quem sabe Heron continua a amar sua amada, talvez agora em uma outra dimensão, alguma que Deus não tenha acesso!

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

OS OLHOS


Os olhos são os intérpretes da alma.

Quando choro falo mil palavras.

Só assim recupero a calma.

De alguém que me fez chorar.

Ou da vitoria que não alcancei.

Essas palavras que choro só eu sei.

Ninguém sabe.

Queria que todos cifrassem.

E assim, palavras de consolo chorassem!

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Escravo da paixão



Dês de quando a vi, virei seu escravo.
Não tenho liberdade vivo sempre acorrentado.
Porque fazes isso comigo?
Te amo, mas trato esse amor como inimigo!

Peço misericórdia, tenha compaixão,
Não controlo meu desejo, me sufoco de emoção.
Porque é tão bela e feiticeira?
Me seduz e rejeita-me de qualquer maneira!

Quero poder respirar e gritar novamente.
Mas tua presença me prende direpente.
Deixando-me chorar, chorar .
Não quero mais chorar, quero cantar .


Mas em minha música a letra é você.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

QUEM SOMOS NÓS?


Quem somos nós? Somos animais, concebidos de racionalidade, capazes de criar e destruir de medir e desmedir. Somos seres quase perfeitos. Não somos perfeitos, pois Deus que possui o titulo de perfeito. Não somos perfeitos também, pois somos cercados de grandes defeitos. Um desses grandes defeitos que possuímos é como Kant alega: “temos um conhecimento fraco” e também como outros filósofos percebem: “temos uma grande capacidade de se alienar”.
Como dizia o grande padre João Moana: “se nosso intelecto é deficiente nossos pais que são os culpados”. Somos criados sem leitura, sem arte, sem saber o que significa saber. Nossos pais já são alienados pela tradição e com a maturação de nossa mente também somos alienados da mesma forma.
Com essa raiz em nosso cérebro, passamos a acreditar num mundo inexistente que engana e nos impede de sermos felizes. Chamamos esse mundo se “senso comum”: ideologias criadas por desgraçados que não tem o que fazer.
Crescemos pensando errado e falando errado. No tardar de nossa juventude, através de uma verdadeira educação, começamos a perceber os outros o mundo e a nós mesmos. Aí iniciamos uma correria contra o tempo, na tentativa de recuperar o tempo e conhecimento que perdemos. Não somos jovens mais inteligentes, pois não plantamos a semente do saber dez de nossa infância.
O senso comum nos faz acreditar em fatos sobre naturais, que com uma boa reflexão, percebemos que não possuem sentido algum par a vida e para a ciência. Costumo dizer que em sobre natural devemos acreditar somente em Deus.
Eu e muitos somos seres marcados pela alienação: televisão, crendices, prazeres...
Não generalizei, pois existem e já existiram pessoas que conseguiram negar e fugir da alienação, homens e mulheres que resolveram interpretar o mundo e questionar o que é duvidoso: filósofos, sociólogos, cientistas... Jesus não foi filósofo, sociólogo ou cientista, porém foi o maior exemplo de força e perseverança, num período e num lugar completamente negro de tantos pré-conceitos.
Por que no Brasil não existe um filósofo conhecido ou até mesmo um sociólogo admirado e reconhecido no mundo inteiro, como temos de outros países? Por que é impossível desenvolver uma boa mente em meio de tantas crenças irreais.
Nossos filhos devem ser semente de conhecimento e nós, mesmo com nossos déficits, devemos proporcionar que isso aconteça. Aí será comum encontrarmos no Brasil bons pensadores que possam disputar a melhor forma de filosofar.
Nós, mesmos com o tempo perdido, podemos alcançar um bom prestígio intelectual. Então mãos a obra!

domingo, 3 de outubro de 2010

Quem manda no coração?


Queria que existisse alguém, pois não existe!


Poderia ser eu mesmo dono de meus sentimentos, mas, não sou e nunca serei. Nem meu pensamento eu domino, imagina o coração!



Centenas de sentimentos sem decisões próprias, por quê?



Se pelo menos tivéssemos a certeza que esse sentimento daria certo, ou que ele não machucasse tanto e em caso de amor que ele fosse correspondido.



Mais do que sentir simplesmente pelo tato, sentir é emoção, é afeto. A emoção é boa, principalmente nas novelas da televisão. Como por exemplo, nos casais apaixonados: parece que dá tudo certo! E na vida – prefiro não comentar!



Além de nós mesmos, Deus não manda em nosso sentimento. Mas por que se Ele é o dono de tudo? Percebemos que muitas pessoas não têm amor para com Ele, com sigo e com os outros: Deus com certeza, se dominasse o nosso sentimento, desejaria que cada movimento de nosso ser seria para amar.



O que devemos fazer então para não cairmos no laço da paixão (principal sentimento)? Deixar o coração decidir. Mas meu amigo(a), se perceberes que não vai dá certo, desista de regar esse sentimento, pois ninguém manda no coração. Pode haver um momento que você não vai mais conseguir destruir o sentimento e ai será escravo de se e de sua paixão.



Dê mais tempo a você, regue bons sentimentos: amizade, o amor ágape, o prazer de viver...

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

SILÊNCIO GRITANTE

...
Há um silêncio gritante de mim, que fere profundamente a escuta da alma.
Meus olhos escondem tantas lágrimas que secas não correm mais.
Meus eus se confundem e se irritam, quando não consigo expressar as palavras.
Por isso pretendo não mais falar , assim poderei apressar minha vida até o ultimo grito.
...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não mando em mim



Só mando no olhar quando não te vejo e quando o desejo não cria a tua imagem.

Só mando nos olhos quando a solidão os cega com a negritude de sua sombra.

Só mando no meu pensamento quando aceito as tuas lembranças.

Quando sonho que estas aqui.

Só mando nas palavras quando prefiro falar de saudade.

Ou quando leio um texto de Shakespeare (você lia pra mim).

Só mando em mim quando aceito que sou fraco e reconheço que você é dona de tudo em mim e que só poderei viver se me/te aceitar.