sábado, 26 de maio de 2012
sábado, 14 de abril de 2012
Simples fato
Não
compreendo os meus caminhos.
Não
compreendo a minha voz.
Só
compreendo esses espinhos.
Que machucam
de modo atroz.
Não
compreendo as minhas escolhas.
Não
compreendo estes meus olhos.
Só
compreendo esta bolha.
De rancor e
tristeza, de meus refolhos.
Não
compreendo meus membros.
Não
compreendo o tempo.
Não
compreendo o mundo.
Não
compreendo minha compreensão.
Não
compreendo meu coração.
Que ousa
pulsar.
Não
compreendo o meu repulsar.
Não sei se
estou me perdendo.
Não me
compreendo.
Poeta sem rima, sem palavra alguma
Chamei o Russo e ele me fez chorar
Não era
cocaína, era tristeza.
Chamei o
Veloso ele me fez cantar
Pois filosofar só
no alemão.
Chamei o
Zuza e ele me fez meditar
Minha
piscina não estava limpa.
Chamei o
Ramalho ele me fez recordar
Que eu
precisava regar as violetas.
Chamei a Ramalho e me fez pensar
Não estou
aconchegado.
Chamei a
Calcanhoto e me pediu para entrar
Mas, não
consegui mudar a sua vida.
Chamei a
Toller e ela me fez rezar
Jogue minhas
mãos para o céu.
Chamei o
Gonzaguinha ele me fez notar
Devo mudar
desse comportamento geral.
Chamei o
Seixas ele fez me aceitar
Metamorfose
ambulante.
Poetas
fiquei a chamar.
Poetas
fiquei a chamar.
Chamei ao Pai
E não falara nada.
...
Faltou-me um ar.
sábado, 10 de dezembro de 2011
Golpe grosseiro e glacial
Fluxo, fixo, fechado.
Amarado numa flecha
Quiseras me acertar.
Golpe grosseiro e glacial
É que há tempos deixara escapar do molde de tua haste
Uma pequena estaca que feriu-me a mão
Lá o veneno era inofensivo no coração tornou-se invulnerável
E nos versos vagos e vagarosos
Na poesia falaciada
A fim de mostrar-me tranquilo
Projetei as lembranças de sonhos que nunca tivera
Recordei da ultima manhã paciente
Desejei aquilo que pra mim era ausente
Descontente, descontei meus descansos convertendo em descasos
Consciente das dores imortais e de minha vitalidade
Fiz dele vianda eterna
E nesta vigília sem sono permanecerei até o fim.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Escol no desejo
Senta-se a minha direita
Senta-se defronte mim
E deixe-me que padeça
Olhe nos meus olhos
Depois de alguns minutos
Depois de outros minutos
Retribuirei
Te devorarei com meus olhos
Se permitais que eu vá mais longe ou perto,
Morrerei antes que a pupila se adapte
A prova que me prova
Já não pertence a mim
Pertence a ninguém
Já nem preciso
Nem sou mais eu
O eu menos do que nunca
Sou a potencia de mim
Sou preposição conjugada
Úmida ou fúnebre
Sou matuto do amor
E escol no desejo.
CONCUPISCÊNCIA
Sábios são os teus
membros
Que conseguem
hipnotizar os meus
E arrancar-me o
sossego do espírito.
Tua voz me
impulsiona a libertar-me das dores e segredos.
Estou segregado as
tuas seduções
E temo
que isto seja apenas felicidade,
Pois
sei plenamente que ela é passageira.
Queria uma palavra que ainda não existe
Para
chegar à verossimilhança
De meu
verdadeiro sentimento.
Sem
ressentimento provoquei meus leões.
Agora
entrego-me as turbulências de minha escolha.
Quero
escoimar-me até o caroço
À
modelagem que te contente.
Enquanto aos leões,
Tangê-los-ei com
toda calma.
E minh´alma
ressequir-se-á ás tuas brasas.
Quero quarar na cor
preta.
Quero um quasar da
lua minguante.
Quero derramar-me
como que cachoeira.
Quero sujar-me da
água mais pura.
Queria uma palavra que ainda não existe
Enquanto aos leões,
domingo, 6 de novembro de 2011
LIÇÃO

POR MAIS QUE NÃO SEJA ENTENDÍVEL,
OU QUEM SABE, ESPANTOSO,
NÃO SE É QUEM SE FORA.
O CORDÃO UMBILICAL SE ROMPEU
AGORA SE CONHECE O ERRADO
E SE SABE OMITIR TAMBÉM O CERTO
NÃO SE QUER MAIS RESOLVER O PROBLEMA DO MUNDO, DO VIZINHO, TALVEZ OS PRÓPRIOS.
CIÊNCIA
RAZÃO
VERDADES
MITOS
CULTURA
DESCULPAS
DEUS NÃO É QUE SE PENSA
A MORTE NÃO É O QUE SE ACREDITA
A VIDA É O QUE SE VÊ.
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